Clausius
Clausius a partir das ideias de Carnot clarificou muitos dos conceitos da segunda Lei Termodinâmica dando-lhe a forma actual.
“É impossível que uma máquina frigorífica que trabalhe ciclicamente transfira energia como calor, de um corpo frio para outro quente, sem que um agente externo realize trabalho.”
Clausius ao considerar que existia uma equivalência entre calor e trabalho e que era impossível realizar um processo cíclico em que se transfira calor de um corpo mais frio para um corpo mais quente descrevia, respectivamente, a primeira e a segunda Lei da Termodinâmica.
Em 1854 Clausius introduziu o conceito do valor de equivalência de uma transformação térmica e que era medido pela relação entre a quantidade de calor ( q ) e a temperatura ( T ) na qual ocorria a transformação. Por intermédio desse conceito físico, fez a distinção entre processos reversíveis e irreversíveis . Assim, assumiu arbitrariamente que a transformação de calor de um corpo quente para um frio tinha um valor de equivalência positivo.
Em 1865, publicou um trabalho no qual propôs o termo entropia (do grego entropé significa mudança, volta), representado por S , em lugar do termo valor de equivalência, que havia usado em 1854.
A capacidade de dedução de Clausius, baseada em análises matemáticas relativamente simples, permitiu-lhe chegar a uma equação que relaciona a entropia com a transferência de calor, para um processo reversível (dS =
) e para um processo irreversível (dS >
). Estas expressões são um desenvolvimento das ideias de Carnot e permitem concluir que:
“ Em qualquer transformação que se produza num sistema isolado, a entropia do sistema aumenta ou permanece constante. Não há portanto qualquer sistema térmico perfeito no qual todo o calor é transformado em trabalho. Existe sempre uma determinada perda de energia. ”
Esta é uma das formas de exprimir a actual segunda Lei da Termodinâmica que resultou, principalmente, dos esforços de dois cientistas: Carnot e Clausius.